Quarta-feira, 28 de Setembro de 2016

.Das mães

Não sou especialmente fã de ténis, nem de Nadal. Vi este vídeo por acaso. Acho que quem é mãe consegue perceber aquele desespero - pode durar segundos, horas, mas parece uma eternidade. Não saber de um filho é, provavelmente, das coisas mais horríveis e assustadoras do mundo. Ver aquele abraço entre as duas, mãe e filha, no final, a chorar, mexeu comigo, fez-me chorar também. Compreendi, tão bem, o que se passava ali, no coração das duas. A sorte, tanta sorte, daquelas duas. As promessas, os desejos, os medos ainda ali ao lado. Por acaso também, vi os comentários. E a culpa, para variar, é sempre da mãe. Raio de mundo este em que se culpam as mães por tudo. A mãe - tenho a certeza que não havia outra pessoa que aquela miúda assustada quisesse abraçar naquele momento. As mães não são perfeitas, não fazem tudo bem - mas tentam, todos os dias. Sei disso tão bem.<

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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2016

.Hoje

Não estou a começar o ano da melhor maneira. Hoje, para ajudar, tive um acidente. Não me querendo alongar sobre o acidente em si, queria apenas dizer que nunca me tinham feito sentir tão burra, tão incompetente, tão miserável. Tudo isto feito por um senhor agente da autoridade. Senti-me triste, pequenina, com vergonha. Somos todos pessoas, todos erramos, eu errei, mas não se pode errar assim quando se veste uma farda daquelas. Ainda há uns dias, numa entrevista para um curso, me perguntavam se nestes anos de serviço nunca perdi a calma com ninguém. E não, nunca perdi. Tento sempre ajudar, manter a calma. Foi o que fiz hoje. Tentei manter sempre a calma, responder a tudo, ser simpática e prestável. Mas um dia tenho de deixar de ser assim, cada vez mais me convenço disso – não vou longe. Não se pode humilhar assim ninguém. Até a carta tapou para ver se eu dizia a morada fiscal igual. Tudo tão triste. No final, mesmo antes de me vir embora, tendo em conta que me tinha dito que eu tinha cometido uma infração com multa de 120€ e inibição de conduzir, e até já se tinha despedido, dirigi-me a ele e perguntei como fazia para pagar a multa. Resposta: “Vou pensar se lhe mando a multa para casa ou não”. E é isto. Agora vou ficar a aguardar. Para ver se lhe apetece multar-me ou não. E nem com o senhor do outro carro tive sorte. Eu que até estava com pena porque ele disse que era viúvo, e estava desempregado, e num carro emprestado. Apertei-lhe a mão, desejei-lhe um bom dia. Resposta: “Vá mas é almoçar que a falta de atenção deve ser da falta de comida no estômago”. Engoli em seco, uma vez mais, sorri e entrei no carro. Tenho tanto a aprender ainda com a vida.

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