Segunda-feira, 31 de Maio de 2010

.E o que eu estou viciada nisto...?

Conquistaram-me com a ida à América e o roubo da lua.  Gosto tanto de romantismo com palavras simples, as minhas preferidas.

 

 

 

Lá fora: “I knew when we collided  / You're the one I have decided / Who's one of my kind”

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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

.Nós fomos...

...e as nossas sandochas, vindas directamente do Alentejo, também. Fui eu, o C., a mana, o moço dela, a mãe, a madrinha e o puto dela. Arrepiámo-nos com o Homem do Leme nas vozes do Tim e da Mariza, rimos com a minha entrevista para a Rádio Renascença, delirámos com a filosofia do João Pedro Pais, aturámos a Leona-pobrezita, sonhámos com o Elton e emocionámo-nos com Trovante. Eu e a mana quase fazemos (sempre) a festa sozinhas - dançamos e cantamos como se estivéssemos sozinhas no quarto, mas o nosso grupo foi uma mistela perfeita: quatro mulheres aos pulos (com pausas para comer) e três guarda-costas bem compostos atrás.

 

 

 

Lá fora: "Sem pendura que a vida já me foi dura
Para insistir na companhia."

Domingo, 18 de Abril de 2010

.Ouvi dizer*

As pessoas que lêm o teu blog conhecem melhor os teus sentimentos, conhecem-te melhor do que eu.

Sim, já sei, li no teu blog.

Então, estás bem? Já soube pelo blog.

Contas primeiro ao blog do que a mim.

Não estás bem, pois não? Parecia mesmo que não naquele texto.

Estás com aquela cara de quem já está a pensar como vai pôr isto no blog.

Espero que escrevas sobre isto.

Não escrevas sobre isto, é só nosso.

Acho que não gostas de mim porque não escreves sobre mim.

Gostas muito dela/a, não é? Aparece muito nos teus textos.

Comecei a gostar de ti pelo que escreves aqui. Não te conhecia.

És assim só no blog ou és mesmo assim?

Tens um blog e têm de ser os outros a contar-me?

Desculpa lá, é que eu não leio o teu blog.

Não achas que dás importância de mais àquilo?

Devias escrever noutros sítios.

É só um blog.

 

Pausa no blog, ao som disto:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

"Wake up one morning you realize
Your life is one big compromise
Stuck in the job you swore was only temporary

Feel like the world is passing you by
Never done all the things you would need to try
Stuck in one place, got a pain in your face from all your stressin’ out


You ask yourself there’s got to be more than what I’m living for

You ask yourself there’s got to be something else, something more, more, more

Well let the sun shine on your face
And don’t let your life go to waste
Now is the time, got to make up your mind
Let it shine on you, let it shine on you

Feel like there’s nothing nowhere to go
You try and fight but you can’t let go
Roll the pain, got so much to gain
Now is the time

You ask yourself there’s got to be something else, something more, more, more
(…)"

 

*Hoje quero dedicar-me só aos queques que a mãe fez, a dançar na cozinha com o pai, a visitar os avós à chuva, a comprar roupinha nova, a enroscar-me no sofá com a mana... à vida.

Lá fora: "Oh, I can’t lie, I’m so lonely"
Quarta-feira, 24 de Março de 2010

.A Mafalda

Sempre que dizia que gostava de Mafalda Veiga era a mesma coisa. “Mas tu gostas disso?”, “Mas ela tem só uma música ou são todas iguais?”, “Não adormeces?”, “Só pode ser solidariedade alentejana”, coisas assim. Há gostos que tenho perfeita noção de quando entraram na minha vida, do dia, da hora, do momento. Como Florbela Espanca. Era costume os avós e os pais trazerem-me qualquer coisa sempre que saíam da aldeia para uma consulta ou apenas em passeio. Foi assim que aumentei a minha colecção de bonecas de porcelana – que a mana fez questão de destruir por medo e que hoje eu agradeço, e a minha biblioteca. Foi numa dessas saídas que a avó T. me trouxe, de Évora, um livro de sonetos de Florbela Espanca. Estava no 9º ano, tinha acabado de mudar de casa, e, recordo-me, devorei-o na tarde em que o recebi, sentada no chão, encostada à cama de gavetas, com as minhas calças de ganga novas da Lee, uma blusa azul e preta que eu adorava, e os sapatos pretos de ondas da Ocean Pacific. Foi a mesma coisa com Vaya com Dios. Lá estava o cd deles, depois do papel de embrulho escolhido pela avó A. para a noite de Natal. Conhecia uma ou duas músicas, nada mais. Até àquela noite de Natal, em que a mana e eu vestimos saias iguais de cores diferentes compradas na Mexicali com o dinheiro dos mealheiros, e adormecemos a ouvir o cd vezes sem conta. Agora sou viciada, encafuei-os no meu iPod e rogo-lhe pragas de cada vez que vêm cá em concerto e eu não os consigo apanhar.

Mafalda Veiga não sei. Fui coleccionado cd a cd, concerto a concerto, conversa a conversa. Com a minha trupe do costume, a mana, o J., a Su., os C.. A achar piada à partilha da terra, da escola, da Mariazinha que vai lá a casa e que um dia também andou na dela. Mas não sei qual foi o primeiro encontro, por mais que pense nisso. No último cd fiquei um bocadinho desiludida. Como se tivesse o direito de ficar. Confesso que não lhe dediquei muito tempo, que fiquei apenas pelo que o rádio me dava. Não gostei, achei muito comercial, pouca Mafalda. E, pela primeira vez, um cd dela não foi para a minha estante.

Esta semana fizemos as pazes com esta música, que anda em modo repeat no meu iPod. Às vezes, dou por mim a encontrar na escrita de outros, nas palavras de outros, exactamente aquilo que queria dizer e não estava a conseguir. Com a Mafalda é assim. Outra vez. Gosto muito.

 

 

Balançar

“Pedes-me um tempo,

para balanço de vida.

Mas eu sou de letras,

não me sei dividir.

Para mim um balanço

é mesmo balançar,

balançar até dar balanço

e sair...

 

Pedes-me um sonho,

para fazer de chão.

Mas eu desses não tenho,

só dos de voar.

 

Agarras a minha mão

com a tua mão

e prendes-me a dizer

que me estás a salvar.

De quê?

De viver o perigo.

De quê?

De rasgar o peito.

Com o quê?

De morrer,

mas de que paixão?

De quê?

Se o que mata mais é não ver

o que a noite esconde

e não ter

nem sentir

o vento ardente

a soprar o coração...

 

Pedes o mundo

dentro das mãos fechadas

e o que cabe é pouco

mas é tudo o que tens.

Esqueces que às vezes,

quando falha o chão,

o salto é sem rede

e tens de abrir as mãos.

 

Pedes-me um sonho

para juntar os pedaços

mas nem tudo o que parte

se volta a colar.

 

E agarras a minha mão

com a tua mão e prendes-me

e dizes-me para te salvar.

De quê?

De viver o perigo.

De quê?

De rasgar o peito.

Com o quê?

De morrer,

mas de que paixão?

De quê?

Se o que mata mais é não ver

o que a noite esconde

e não ter

nem sentir

o vento ardente

a soprar o coração.”

Estou:
Lá fora: “(…) soubesse eu artifícios de falar sem o dizer (…)”
Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

.Caracóis

Maldivas - Olhuveli, Junho 2009

 

Tenho boa memória. Disso, não me posso queixar. Tenho muitas falhas, uma data de defeitos, coisas menos boas, mas, no meio disto, safa-se a minha boa memória, a minha atenção aos detalhes. Não para tudo, é claro. Mas se me falarem do primeiro dia de cada nova escola, dum beijo arrebatador, de uma lágrima que me fizeram cair, consigo lembrar-me da roupa que tinha vestida, das roupas dos que me rodeavam, das palavras que foram ditas e dos sonhos que me acompanharam nessas noites. Quando era mais pequena, costumava dizer que eram os meus caracóis que não deixavam as memórias sair. Mas isso já lá vai. A memória e os caracóis. Da última vez que fui à cabeleireira, há duas semanas talvez, ela cortou até mais não e deixou-me com ar de mulher casada (- Já não era sem tempo, dizem-me muitas vozes). Que o meu cabelo estava uma porcaria, tão fininho, tão estragado, que estava a ficar sem cabelo, que se passava qualquer coisa de certeza, que era a minha anemia de estimação que estava de volta, que ela dizia sempre a toda a gente que o meu era o melhor cabelo que lá passava e não fazia ideia que ele estava assim. E eu saí de lá a chorar. Que, no toca ao meu cabelo, sou muito sensível. Costumo dizer que foi a única coisa em que os meus pais se esmeraram, a única que saiu bem e que eu gosto (vá, também gosto dos meus ombros quando não estão cheios de borbulhas, que é o caso – como toda eu, aliás). E vá de fazer análises, vá de tomar coisas para o cabelo, vá de ouvir ralhar de toda a gente – que estou igual, que o cabelo está igual, que são coisas da minha cabeça.
Tudo isto para provar uma coisa: os meus caracóis seguravam realmente as minhas memórias, parece-me. É que desde a altura em que os cortei, tudo mudou. Perdi o cartão do serviço (que já apareceu, mas sem fita), deixo o telemóvel em casa, deixo o cartão multibanco em todo o lado, esqueço-me do que vesti no dia anterior, não consigo processar recordações nem escrever na agenda se já passaram alguns dias. No domingo perdi mesmo o meu cartão. Não estava nos sacos, nem na bolsa da bolsinha. Ontem, depois de toda a gente me assustar com as clonagens e histórias parecidas, resolvi que era altura de ligar para as lojas onde estive nesse dia. Tinha a certeza que ele estava lá – ultimamente também tenho umas certezas estranhas. Atendeu-me o segurança do centro comercial. Que não existia lá nenhuma loja com aquele nome. “Formenina?”, não, Fornarina. “Desculpe menina, mas isso não existe aqui”. E eu, que não me apetecia muito teimar, desliguei depois de agradecer e de dizer que passava lá no fim-de-semana. Só quando a M. me chamou à atenção percebi como estou toda baralhada. Liguei para o Campera em vez do Freeport. E quando liguei para o sítio certo, claro que estava lá o meu cartão.
Esta fase-má-da-minha-memória não é toda má, também tem aspectos positivos. Está a dar-me oportunidade de reciclar algumas coisas. Há uma música, que agora está sempre a passar em todo o lado, que tanto me deixa nos píncaros como na cave. E isto já me andava a chatear. Ontem à tarde dei boleia ao An. e à Li., do trabalho até Sete Rios, para não perderem o comboio. Seguimos pela A5, a velocidades que não podem ser escritas, com a Li. ao meu lado a rir de todos os disparates que o An. dizia lá de trás, e ele a mudar o posto da rádio com o guarda-chuva. Só parou quando encontrou a tal música e começámos os três a cantar e a dançar. E sem que eu tivesse reparado nisso, substituí uma memória. Mais tarde, enquanto esperava pela aula no carro embalada pelo rádio e pela “Alice no País das Maravilhas”, ela voltou a dar. E à minha cabeça só vinha esta imagem. Da Li. ao meu lado, a rir e a dizer-me que eu estava a ir muito depressa, do An. lá atrás, a bater-nos com o chapéu de chuva, e a dizer para não me preocupar com a multa porque o Papa vem cá e vai haver amnistia para toda a gente, a perguntar-nos se gostamos “de beijos com cuspo ou sem cuspo”, e se quando dançamos abanamos “a cabeça ou só o corpo”. E eu prefiro esta imagem, porque me deixa sempre bem.
O problema é que não mando em nada disto, como percebi agora – nem nas minhas memórias, nem nos meus caracóis. Não sei se eles as seguram realmente. Não sei se são apenas coincidências. Se é só uma fase má, para os dois. Mas que eles têm alguma relação estranha, isso ninguém me tira da cabeça – com ou sem caracóis.
Estou:
Lá fora: "Faz d conta q está td bem,e andas às voltas qd estás a sós"
Sábado, 30 de Janeiro de 2010

.Porto seguro

 

 
Todos temos portos seguros. Coisas onde sabemos que podemos voltar sempre, onde estamos em segurança, que nunca nos vão desiludir. Eu tenho uns quantos. Pessoas, sítios, coisas.
 
Quando era mais nova, lia muitas coisas. Boas e menos boas. Quando me perguntavam porque lia isto ou aquilo, justificava com “gosto de ler antes de criticar”. Agora já não me dou a esse luxo. Gosto de ler aquilo que acho que vai realmente valer a pena, porque o meu tempo escorrega-me por todos os lados. Como em tudo, também tenho escritores que são portos seguros.
 
Desde o Natal, tenho dois livros de Haruki Murakami para ler na prateleira. Ele é um dos portos mais seguros que encontrei nos últimos tempos. Mas entra-me na alma de uma maneira tão rara, tão poderosa, que depois se torna muito difícil para mim sair e fazer o luto daquelas personagens sem saber o que lhes acontece a seguir. E só por isso ainda não os abri.
 
A questão da agenda não me deixou depois de ter encontrado uma. Irritava-me esta coisa de ter apenas uma tira por dia. E continuei à procura. Comprei outra, mas era tão grande e tão pouco pessoal que assim que a paguei percebi que a ia trocar.
 
Na livraria, sem tempo para me perder por entre as estantes, pensei nos meus portos seguros e percorri com os dedos a madeira até chegar lá, a Allende, Isabel. Não li muitas coisas dela. Fiquei-me por “A Casa dos Espíritos” e “De amor e de sombra”, há muitos anos, e “Retrato a Sépia”, recentemente. Gosto da maneira como ela escreve, como descreve as pessoas, como as traz até nós.
 
Quando era mais pequena, pensava que ia escrever livros. Sempre que pegava num caderno novo, agora velhos espalhados nos recantos do meu passado, começava uma história nova. Mas sempre tive um grande problema: um grande poder de resumo. A minha história ficava-se sempre só por algumas páginas, insuficientes para um livro. Imaginava-a, cheia de enredos e de personagens, mas não conseguia deixar de contar logo tudo e esgotar a ideia. Diziam-me que podia fazer um livro de contos, mas isso, a mim, não me interessava. Sempre que se encontra algum destes cadernos no Alentejo é uma festa. Contos, poemas, versos soltos. Porque, para mim, a escrita sempre foi um porto seguro.
 
Pensava nestas coisas quando o encontrei, “Contos de Eva Luna”. O senhor da caixa perguntava-me se tinha a certeza que queria trocar. Depois se já tinha lido “Eva Luna” porque deveria ler primeiro. Sim e não. Devorei-o. Nas minhas tardes de Campo Pequeno, nas minhas viagens de comboio. Um livro só sobre pessoas, sobre as suas histórias. E como eu gostei de as conhecer.
 
Percebi agora que um livro de contos é uma coisa poderosa. É preciso poder para continuar a prender o leitor da mesma maneira a cada conto que se começa. As pessoas que Eva Luna descreve não são perfeitas. Apaixonam-se pela pessoa errada, deixam o certo pelo incerto, matam por razões que nos convencem. Pareceram-me pessoas normais. Sem portos seguros a não ser elas próprias.
 
Eva Luna entra-lhes pela alma e pelo corpo adentro com palavras onde me encaixo, onde me revejo. Palavras que, muitas vezes, gostava que fossem minhas. Assim:
 
“Pensas em palavras, para ti a linguagem é um fio inesgotável que teces como se a vida se fizesse ao contá-la.”
 
“ - Conta-me um conto – digo-te.
- Como queres que ele seja?
- Conta-me um conto que nunca contasses a ninguém.”
 
“Recusou-se com uma determinação suicida a perceber o desfazer da realidade, empenhada em embelezar cada instante com palavras já que não podia fazê-lo de outro modo”.
 
“-Dá-lhe qualquer coisa que ela não tenha.
- O quê, por exemplo?
- Um bom motivo para rir, isso nunca falha com as mulheres.”
 
“Há histórias de toda a espécie. Algumas nascem ao ser contadas, a sua substância é a linguagem e antes que alguém as ponha em palavras são apenas uma emoção, um capricho da mente, uma imagem ou uma reminiscência intangível. Outras chegam completas, como maçãs, e podem repetir-se até ao infinito sem risco de alterar o seu sentido. Existem umas que são tomadas pela realidade e processadas pela inspiração, enquanto outras nascem de um instante de inspiração e se transformam em realidade ao ser contadas. E há histórias secretas que permanecem ocultas nas sombras da memória, são como organismos vivos, nascem-lhes raízes, tentáculos, enchem-se de aderências e parasitas e com o tempo transformam-se em matéria de pesadelos. Por vezes, para exorcizar os demónios de uma recordação, é necessário contá-la como um conto.”
 
“Julgo que a lente da máquina tinha um efeito estranho nele, como se o transportasse a outro tempo, do qual ele podia ver os acontecimentos sem participar realmente neles. Ao conhecê-lo melhor compreendi que essa distância fictícia mantinha-o a salvo das suas próprias emoções.”
 
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Estou pelo meu Alentejo. A dançar entre divisões com a minha mana, com metade do cabelo que tinha de manhã, em modo repeat, ao som disto:
Lá fora: oiço histórias com príncipes e princesas...
Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

.Banda sonora

Gosto de imaginar a minha vida com banda sonora. Como se fosse um filme. Tenho músicas mais generalistas: para os momentos tristes, para os momentos alegres, para os momentos a sós ou para aqueles com muita gente. Depois tenho outras para momentos mais específicos, como atravessar a estrada, entrar em sítios com muitas pessoas, dar um simples abraço ou um beijo sentido. Tenho músicas para pessoas e para sítios. Tenho outras que dão para tudo. No meu iPod, disponíveis a qualquer momento.  Músicas que gosto de imaginar como pano de fundo para a minha história. Para o meu filme.

 
São estas:

 

 

 

Lá fora: os professores falam, falam e falam...
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