Domingo, 13 de Junho de 2010

.Temos de seguir a força. É na boa, é na boa

 

 

  

 

 

     

E seguimos. E a força levou-nos às compras e a ver "Sexo e a cidade 2". Deixou-nos ficar nas cadeiras a chorar e a rir enquanto toda a gente saía. Depois deixou-nos parar lá em baixo, abraçarmo-nos as 4 com força, enquanto a C. dava por uma nova borbulha. Levou-nos a uma partida de matraquilhos e equilibrou-se, num 5 a 5. Agarrou em nós e meteu-nos num táxi, com o senhor taxista a quem a sogra que está sempre bêbeda "vê como ao Diabo", e levou-nos a jantar ao Bairro Alto. Conduziu-nos pelas ruas de encontro à Sé e fez-nos parar para deixar uma moeda e cantar com o Tony Banza um fado a Lisboa, que me deixou a chorar. Chegámos à Sé a tempo de cantar “Summer Nights”, quando percebemos que a força nos empurrava para a Bica, sempre com o menino da blusa das riscas igual à do Z. à nossa frente. E da Bica saímos, as quatro de mão dada como durante toda a noite, a pé até casa da C.. E a força tomou conta de nós e fez-nos cantar as músicas proibidas da tuna (Assentou praça no quartel, o sacana do rapaz, do sargento ao furriel, do tenente ao coronel, todos lhe foram por trás) pelas ruas de Lisboa. Quando nos sentimos já sem forças, rumámos a casa da A. para dormir juntas na cama gigante, de 1m2 para cada uma. Foi aí que percebemos que não estávamos sem força. E rimos, rimos sem parar enquanto brincávamos e explorávamos todas as possibilidades da frase do avô da A. quando ela lhe contou que íamos dormir todas juntas, "ai filha, nunca percas a dignidade". "Olha, até somos o melhorzito que por aqui passou", rematámos com uma gargalhada enquanto nos obrigávamos a dormir. Hoje a força puxou-nos para um pequeno-almoço regado a capuccino e barrado com manteiga e doce de frutos silvestres, e para um banho de sol na esplanada da praia. Fez-me vestir um biquíni tigresa da A., a mim, que o mais ousado que tenho é com flores. Deixou-nos beber morangoskas servidas pelo Robinson-com-força-para-carregar-mesas-sozinho e não nos deixou perceber porque todos os carros que nos rodeavam tinham matricula ZR ou EL.

Percebemos, hoje, que a força só nos levou aonde queríamos. Podemos ter pensado que estávamos a ser conduzidas, mas fomos nós que nos conduzimos. E parámos quando achámos que aquele não era o caminho, o sítio certo. Quando tivemos força para isso. Porque a força está dentro de nós. Somos nós. As 4. É na boa, é na boa. [e há quem diga que “é o melhor da vida" – ao nível do C.S.I.]

 

E a força não me ajudou ontem. Estava a sair do banho com o champô e o amaciador na mão para a mala do fim-de-semana das amigas e devo ter calculado mal a distância, porque o meu pé dobrou-se todo e acabei de joelhos no chão, queixo no banco e coisas espalhadas. Tive tantas, tantas dores (o meu pé dobrou completamente) e não conseguia chorar. E dei por mim a falar sozinha, "ai L. Sofia, L. Sofia, é no que dá gastares lágrimas por tudo e por nada, quando precisas mesmo delas não as tens, esgotaste-as!".

Mas ajudou-me na sexta: tirei o dia de férias, entrei no comboio, e segui até Aveiro para passar o dia com o meu Az.. Bebi o melhor capuccino de sempre (com chocolate!) com vista para o mar da Barra, mas o melhor não foi isso. Foi perceber, uma vez mais, que o meu Az. é uma das fontes da minha força.

 

 

 

Lá fora:

“Não tenho legitimidade para isso”

“– Caramba, estes iogurtes têm validade até 2 Julho. – Então, não chega? – Não é isso. Vejo como a minha vida passa pela validade dos iogurtes. – Devias escrever um post sobre isso.”

“És a má da fita.”

“Não devias pôr um deadline.”

“- E achas que gosta ou que não gosta? Não percebo. Talvez eu não tenho legitimidade para isso.”

“Houve mais alguém que se preocupasse em aquecer-te o rabinho? Num SLK? Vai!”

L. às 21:00
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5 comentários:
De Arzebiu a 14 de Junho de 2010 às 09:39
Tu diz-me que não gostaste do Sexo e a Cidade 2... há filmes para gaja, mas aquele não tinha ponta por onde pegar! :P
De L. a 14 de Junho de 2010 às 09:51
Gostámos pois... :)
De Arzebiu a 14 de Junho de 2010 às 09:59
Gostaste de um filme com 4 mulheres choronas, fúteis e superficiais com os valores completamente distorcidos, em que no final uma que trái é premiada com um anel de diamantes pelo traido?

Tsk tsk. Gajas! :P
De L. a 14 de Junho de 2010 às 10:47
Shame on me! :) Não olhámos para o filme dessa forma... Choros? Futilidade? Superficialidade? Erros? Peço imensa desculpa por não sermos perfeitas e por termos, de vez em quando, um bocadinho disso tudo. :) *

[vais dizer-me o nome do restaurante da Azambuja ou nem por isso?]
De Arzebiu a 14 de Junho de 2010 às 10:52
Estás desculpada! :P
A minha babe também gostou... enfim, só glamour e moda e roupas e sapatos... :x Eu gostei foi da nany! :D

Não foi um restaurante. Foi num fim de semana em que houve lá um evento de toureiros ainda grande. Então lá nas exposições havia uma zona coberta com vários restaurantezitos. Foi o mais próximo do palco, do lado direito de quem está de frente para o palco.

Não sei dizer muito mais que não conheço nada daquilo. :P

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