Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

.P'rá onde? P'rá Ericeira!

  

 [L., A., N., C.]  

 [A., L.]

 

 [L.]  

 [A., N., L., C.]

 

Melhor que um jantar das amigas? Só um fim-de-semana das amigas. Inteirinho.

 

C., enquanto comia croissants de massa doce que a N. trouxe do Porto: “Estou a ter um orgasmo. Agora estou assim. Tenho orgasmos com a comida”.

 

C., depois de um grande prego com batatas fritas: “Não sei se beba ou não café, faz-me mal à úlcera”.

 

N., enquanto me tentava expulsar, e à A., do sofá: “Já tomaram a pílula? Olha a pílula. Vai tomar a pílula!”.

 

N., enquanto falava da procura de casa com o M.: “Tem boas áreas e um parque infantil bom para os miúdos” [som da A. a engasgar-se].

 

A., nunca recriação da música dos Afonsinhos do Condado: “P’rá onde? P’rá Ericeira! Que horas são?”.

 

A, a dormir e a ver o telemóvel: “F******, o P. mandou uma mensagem? Vou ignorar”. De manhã: “O P. mandou uma mensagem ou eu estava a sonhar?”

 

A., para os senhores da GNR, de Ray-Ban, que faziam a patrulha a pé na Ericeira no sábado à tarde: “Pode tirar-nos uma foto às quatro a saltar ou é contra a lei?”. [muito obrigada aos senhores, que a foto ficou muito boa, e só tiveram que respeitar o 1,2,3 da C.]

 

L., depois de termos estado as quatro, ao mesmo tempo, a experimentar os mesmos vestidos num espaço minúsculo com a C. a tirar-nos fotos, “Se eu levar estes dois, quanto é que me faz de desconto?”.

 

L., todo o fim-de-semana: “Preciso de ir a uma farmácia”.

 

Perfeito [compras, muita comida, muitas gargalhadas, muito sol, praia e banho de água fria para trazer a realidade de volta].

 

(O fim-de-semana das amigas para a A. [Estrelinha]: O fim-de-semana das amigas foi perfeito. Já o sabíamos de antemão, é certo. Mas é sempre inesperado encontrar-nos cada vez mais crescidas e atentas. Rimos até não poder mais, desta vez nem brigámos. Cantámos no carro a caminho da praia, fomos (melhor, dizendo elas foram) às compras, enchemo-nos de pão, doces e guloseimas, vimos um filme bem lamechas, tomámos o pequeno almoço de cabeça ao sol, contámos os segredos do costume e assentámos as promessas já comuns. Terminámos o domingo, a almoçar na Cappriciosa, entre uma sangria de espumante e conversas em tom somos-adultas. Desta vez não corremos para a N. apanhar o Expresso para o Porto.

 

Fiquei a pensar que os sinais de maturidade começam a ser evidentes. A N. compra o bilhete de antemão. Vamos ao supermercado de carteira na mão. Adormecemos às 22h00. Já conseguimos tomar banho de água fria. Compramos roupas vintage e escutamos a M80. Falamos de casas e planos para o futuro. Preocupamo-nos com as poupanças e com as férias do verão. E até tratamos o empregado de mesa por você. Eu já não gosto daquelas tostas mistas, do prego nem da massa italiana. Não tenho birthday list, nem planos para o próximo dia 1. Maturidade ao quanto me obrigas.

 

O fim-de-semana das amigas foi perfeito. Porque tal como disse a L. “nem os cabelos temos parecidos”!)

Lá fora: “Leva-me contigo! P'ra dançar na praia.”
L. às 12:17
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