Segunda-feira, 3 de Fevereiro de 2014

.Nas nossas mãos

Sou um bocadinho pessimista e sofro muito por antecipação. E, infelizmente, isto não se muda - eu, pelo menos, não consigo mudar, faz parte de mim. Por curiosidade, no outro dia estivemos a ler as características do signo da rapariga, e fiquei logo triste só por dizerem que ela vai ganhar asas cedo e passar meses sem ligar aos pais. Se tudo correr bem, temos uma vida pela frente, e também está nas nossas mãos, espero, fazer com que seja diferente. Mas eu sou assim, e as hormonas também não ajudam nada, e lá fiquei deprimida. Sou pessimista e sofro por antecipação, pois é, mas depois, no fundo, sou como todas as outras pessoas - acredito, ou quero muito acreditar, que há coisas que só acontecem aos outros e que nunca nos hão-de tocar a nós. Depois vem aquela coisa a que chamamos vida e prega-nos rasteiras, e devíamos aprender qualquer coisa com elas, mas isso nem sempre acontece. Desde que sou mãe tudo me toca muito mais profundamente - um episódio de uma série com um bebé abandonado dá para quase uma hora de choro, fotos de crianças subnutridas ou doentes acabam comigo, notícias de crianças desaparecidas, mortas e outras coisas más deixam-me sem vontade de viver neste mundo. Mas depois olho para a minha pequenita, para a minha família, e fico cheia de vontade de viver, de fazer coisas, de mudar tudo aquilo que estiver ao meu alcance. Sim, porque se há coisas que não estão nas nossas mãos e temos de aceitá-las como chegam até nós, outras dependem apenas da nossa vontade, da nossa coragem, de nós. E era sobre uma destas coisas que eu queria escrever hoje - uma para a qual todos nós podemos contribuir. O Vitor faz parte da minha vida há pouco tempo, mas tem um papel fundamental. É ele que ilumina o coração e alimenta o sorriso, como ninguém conseguiu alguma vez fazer, de uma das pessoas da minha vida, a Tania. O Vitor está doente e, infelizmente, pode ficar ainda mais. A parte boa desta história, sem contar com o amor todo que eles sentem, é que nós podemos contribuir para a saúde e felicidade do Vitor. Como? Fazendo com que seja possível ele viajar até à Alemanha para fazer o tratamento adequado ao tumor dele. Menos um pastel de nata, um café, uma cerveja nas nossas vidas, pode ser mais um euro de esperança para o Vitor. E não deixa de ser também uma dose de esperança para todos nós - quantas vezes podemos dizer que está nas nossas mãos mudar o mundo de alguém? A verdade é que as coisas más não acontecem só aos outros - acontecem aos nossos, acontecem-nos a nós. E quando esse dia chegar vamos querer que nos ajudem também, que mudem o nosso mundo também. Que reencaminhem o nosso pedido de ajuda, que partilhem o nosso apelo, que contribuam com um cêntimo que seja. Acredito que a vida compensa as boas acções. Vamos fazer uma já hoje?
Está tudo aqui: https://www.facebook.com/avitoria.dovitor

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