Segunda-feira, 25 de Março de 2013

.A balança

Não tenho pousado muito por aqui. Não por falta de tempo, que isso ainda vamos arranjando, nem por falta de coisas para falar, que as há, mas por falta de vontade, pela primeira vez em tanto tempo (6 anos, feitos este mês, sem pompa nem circunstância). Tenho preferido organizar os pensamentos na minha cabeça, sem grande efeito, confesso. Dei por mim num sítio onde nunca tinha estado, perdida entre tantos pensamentos, e explicam-me que posso recorrer à escrita para os organizar. Faz sentido – a ausência de escrita na minha vida pode ter contribuído para tudo isto. Não posso dizer que não esteja bem – todos os profissionais a quem tenho recorrido me dizem que sim, saudável da cabeça aos pés, com qualquer coisa a prender-me. E esta coisa fui eu capaz de identifica-la há muito tempo, antes de tantas pessoas mo dizerem: acredito, cada vez mais (deveria ser cada vez menos) que a vida funciona como uma grande balança. O bom e o mau são compensados, mais cedo ou mais tarde. Não há felicidade que sempre dure, nem que não tenho um bocadinho de maldade a compensá-la. As coisas más também não são eternas, e a felicidade há de vir fazer com a esqueçamos, na exata proporção. Mais cedo ou mais tarde. E este é o meu problema, digo e dizem-me. Acredito que o mal que já fiz, ou aquilo que considero menos correto, me impedem de atingir coisas boas. Que por ter uma coisa realmente boa na minha vida já não há espaço, nem direito, a mais. Estou a aprender a duvidar disto. Só depois de ter a dúvida instalada poderei então acreditar que estou errada, que posso desejar mais, que mereço mais. Primeiro tenho de libertar este bocado cinzento e confuso dentro de mim. Um processo que devia ter começado já há muito tempo – ao mesmo tempo que as coisas iam acontecendo. Deixar para depois nunca deu bom resultado, isso já eu sabia. Fingir que não aconteceu também não é solução. Há que pensar, conversar, pedir desculpa, escrever sobre as coisas que nos apoquentam, nos doem a nós ou que fazemos doer aos outros, sobre as que nos deixam felizes também. Estas são formas de desequilibrar a balança que vejo sempre que olho para dentro, e que não tem obrigatoriamente (dizem-me) de ter os dois pratos iguais. Só depois de aprender e pôr em prática tudo isto terei então um espaço grande, vazio, para encher de coisas boas, que mereço (dizem-me). Estou já a tratar disto. Preciso disso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem retirada daqui:  http://amelhoramigadabarbie.blogspot.pt/2013/03/bom-dia_23.html

 

 

.Eu

.pesquisar

 

.Setembro 2016

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
29
30

.Agora

. .Das mães

. .Hoje

. .2

. .Hoje morreu um homem bom

. .Ela

. .22

. .Dos fins de semana bons ...

. .Adeus, Inderal! [com ima...

. .O batizado da Aurora

. .A caminho dos 19

. .A queda

. .I'm sixteen going on sev...

. .O nosso ovo

. .Da culpa

. .A pior do mundo

.Ontem

.tags

. todas as tags

.Mundo


View My Stats
blogs SAPO

.subscrever feeds